May 28, 2007

Eu quero minha Harley!


Esse final de semana por aqui foi feriado pronlongado por conta do “Memorial Day”. Essa data, é o dia do ano que os americanos juntam-se com amigos e familiares pra relembrar daqueles que serviram o país e morreram ou desapareceram na guerra. Vários eventos acontecem no final de semana prolongado, com direito a homenagens, desfiles e show com bandas. Mas o que impressionou foi presenciar aproximadamente 400.000 motos reunidas no "Ride for Freedom".

Anualmente vários motociclista do país vem para DC participar do evento chamado "Rolling Thunder Motorcycle Rally", homenagear os veteranos, os mortos e os desaparecidos na guerra. Pelo evento, gente de todas as idades, homens e mulheres desfilando em suas motos, com roupas de couro preta e tatuagens a mostra. A maioria das motos, Harley-Davidson, de todos os tamanhos, cores. Realmente é de se impressionar, principalmente para aqueles que gostam de motos e que cultuam o universo da Harley.

Para mais informacoes visite o site http://www.rollingthunder1.com/














April 23, 2007

“Just a perfect day”, uma noite perfeita com Lou Reed.

Cheguei atrasada no concerto, o clube estava lotado como eu nunca tinha visto antes. Lá no fundo não conseguia ver nada, nem o palco, só a luz fraca que iluminava o ambiente. Por todos os lados as pessoas estavam sérias, compenetradas, inebriadas pela música. Tinha gente de todas as idades, mas o público maior era os “dinossauros” de uma época passada, um povo mais velho acima dos 40, 50 anos. Com o jeitinho brasileiro e simpatia, fui pedindo licensa, andando devagarinho, sorrindo pra um e pra outro até que cheguei bem na frente, quase de cara com o palco e lá estava ele, o Lou, a menos de 3 metros de distância. Foi bem especial esse momento, pois foi exatamente quando ele comecou a tocar “I’m sticking with you”.

Esse momento mágico aconteceu ontem a noite no 9:30 Club, em Washington DC. Fiquei emocionada e fui tirar minha máquina para registrar, quando o seguranca chegou pertinho e disse que não podia tirar fotos. Fiquei frustada, mas minha emoção não abalou.

A iluminação era simples. No palco nenhuma decoração. A banda super afiada, o baixista Fernando Saunders faz de seu baixo um violino, em várias passagens. O baterista Tony "Thunder" Smith é um show de carisma, enquanto o guitarrista Mike Rathke é um guitarrista de rock, com todos os melhores adjetivos do termo. E Lou é Lou, ou seja, camiseta preta de lurex, calça jeans. Apenas isso, e muita poesia. O show é um antídoto perfeito para, por duas horas, nos fazer esquecer do mundo lá fora. Da violência, dos assaltos e dos corações partido, das pessoas que estão longe. Uma vez no mundo de Lou Reed, não tem jeito, você é pego.

Louis Allan Reed declamou para o público suas letras urbanas, poéticas, proféticas, mágicas, urgentes. Um pouco rouco, umas falhas na voz, mas isso nao abalou o show do cara que decidiu fazer música para unir o som de sua Fender com um texto tão forte quanto os de Shakespeare e Dostoevsky.

Você conhece o som de uma Fender? Se disse que sim, só tenho uma constatação: você já foi num show do Lou Reed? Sim, porque só quem foi num show desse cara sabe o real som que tem uma Fender Stratocaster. Eu fui. Eu vi. Ouvi. E no capitulo do rock and roll "já posso morrer feliz" eu digo: eu vi Lou Reed e ele tocou Sweet Jane e Perfect Day.



March 31, 2007

Ghostland Observatory

Uma das vantagens de morar aqui nos Estados Unidos é o acesso a cultura, os eventos, os grande shows. Todo final de semana tem uma novidade, uma banda interessante, um espeáculo internacional. Adoro interagir com tudo e só em pensar que posso ver minhas bandas preferidas ao vivo, é super excitante.

Esse final de semana fui a o show de uma banda que passei a conhecer depois que cheguei aqui e confesso que não lembro a última vez que fui a um show tão energético como o show da dupla Ghostland Observatory. Eles são do Texas e é super-complicado definir um estilo, mas para quem gosta de electro-dance, soul, uma pitada de rock, dançar até cair; não pode deixar de conhecer o som da dupla. O show foi sensacional, o vocalista Aaron Behrens lembra um pouco uma garota, com seu jeans apertadíssimo, duas tranças longas no cabelo e a voz fina e alta, mas sua performace no palco é incomparável. Dança como um louco, requebra, pula, toca guitarra e faz o público delirar.

Ghostland bombou aqui em DC e os ingressos esgotaram. A música, a iluminação, a fumaça artificial e o público enlouquecido, criaram um ambiente excelente para dançar. Saí do concerto completamente sem energia e com dois CDs super fantásticos na mão.

Mais informações sobre a banda pode ser encontrada no website
www. Ghostlandobservatory.net ou no www.myspace.com/ghostlandobservatory





January 28, 2007

Sem calças no metro????!!!!!!

Nesse 1 ano por aqui, posso chegar a conclusão que nos Estados Unidos tem de tudo e aqui você pode encontrar tudo. Nem me espanto mais com as coisas que acontecem por aqui e dessa vez pelas fotos foi até empolgante de se ver. Aproximadamente 2000 homens e mulheres, tiraram as calças (literalmente) no metro aqui em Washington DC e em outras 9 cidades do mundo, sem se preocupar com o frio de menos 0º, os risinhos presos, os comentários indiscretos e os olhares curiosos.


Praticamente um desfile de “underwear”, o evento chama-se "annual pants off subway ride" , ja está na 7ª edição e aconteceu no último dia 12 de janeiro. A base filosofica do evento nao tem nenhuma relação com política, ou sexualida, mas simplesmente o humor.


Segue algumas imagens e um vídeo bem interessante:
















January 21, 2007

JUNO



Independentemente de estação de ano, faça chuva ou faça sol, ir ao cinema ainda é o melhor programa para se fazer em um domingo à tarde, principalmente se deliciando com uma gostosa e suculenta pipoca. Juno, ainda não lançado no Brasil, é uma produção independente, também conhecido como “o filme escrito por uma stripper-blogueira”, pertencente ao gênero comédia. Tendo Ellen Page como protagonista e com uma história simples, porém envolvente, o filme trata de questões polêmicas, como a gravidez precoce de uma garota de 16 anos e aborto.

O filme ganhou a graça de todos e foi muito bem recebido pelo público e pelas críticas ao ganhar 20 prêmios e outras 17 indicações (incluindo 3 ao Globo de Ouro). Mas a sensação do momento e o fato de ser o primeiro filme independente a concorrer o Oscar, no total foram quatro indicações (melhor filme, melhor diretor, melhor atriz e melhor roteiro original). Entretanto, outra grande conquista do filme foi, sem a especulação hollywoodiana, surpreender ao lucrar cerca de dez vezes mais seu custo de produção apenas no primeiro mês em cartaz nos Estados Unidos. Orçada em US$ 7.5 milhões, a produção arrecadou US$ 71 milhões em apenas 30 dias.

Em uma das cenas de “Juno”, a protagonista interpretada por Ellen Page usa um telefone-hamburguer. A Fox Searchlight escolheu o objeto para virar peça de divulgação do filme, o enviando para jornalistas e críticos.
A caixa traz uma fala de Juno: “Can you hold on for a second? I’m on my hamburger phone. It’s just like really awkward to talk on."


Outro requisito sensacional do filme, e de muito bom gosto, é a trilha sonora, surpreendente e maravilhosa, fazendo você sair do cinema sorrindo e cantarolando. Um "mix" bem feito, a trilha vem com uma pitada do indie-folk de The Moldy Peaches, a voz intrigante de Cat Power, Belle & Sebastian, The Velvet Underground, dentre outros. A previsão do filme é a de estrear no Brasil em 15 de fevereiro.

January 01, 2007

A vida The Sims (1 ano de Estados Unidos)

Há 1 ano atrás estava saindo das terras Alencarinas e desembarcando na capital Americana Washington DC. No meio de nenhuma expectativa e uma viagem improvisada de última hora, tinha planos de ficar até abril/07 e hoje completo as quatro estações do ano com o meu novo blog, um visto de estudante, boas possibilidade aparecendo, uma lista de alguns “ex-datings” e nenhuma idéia de quando vou voltar pro Brasil.
Fazendo uma retrospectiva 2007, confesso que não sou mais a mesma Manu que saiu de Fortaleza e considero-me bem mais madura e mais segura dos meus objetivos. Hoje tenho três realidades a ser comparadas: a vida em Fortaleza, a vida na Alemanha e a vida nos Estados Unidos, e cheguei a conclusão que continuo jogando The Sims; o jogo de computador que por muito tempo fui obcecada.

Quem nunca jogou ou ouviu falar no The Sims??

The Sims é um jogo de simulação, onde o jogador controla a vida de um personagem, criando carreira, família, amigos, romance e felicidade. O jogo é totalmente baseado na realidade Americana, com as casas projetadas, ruas padronizadas, com a cultura microondas onde todas as comidas são enlatadas ou em caixinhas ja cortadas, cozidas, protas, onde só é necessário apertar o "start", esperar 2 minutos e ter um menu completo sem esforco algum para ser preparado.

Mas com certeza, os Estados Unidos é a terra das oportunides e em pouco tempo é possível controlar o destino profissional. Basta usar potencial, ter alguns contatos e claro, buscar no Craigslist (http://www.craigslist.com/). Americanos adoram internet e pode-se encontrar tudo nesse website, trabalho, casa, amigos, comunidades, seitas, móveis e até um amor.

O dinheiro aqui realmente rola solto e o poder de consumo é inigualável, creio que não existe lugar no mundo que seja igual, onde as pessoas ganham tão bem e são tão excêntricas como aqui. Onde uma babysitter pode ganhar 15$/hora? Ou um Zé Ninguém da vida pode simplesmente colocar uma banheira de hidromassagem no quintal para curtir uma “after party” com os amigos??

Pra mim o melhor do jogo era e ainda é enlouquecer com a infinidades de objetos e móveis para decoração e a força do $$$. Trabalhar e ganhar por hora, receber aquele montante por semana e saber que realmente pode mudar sua realidade em pouco tempo: comprar o último modelo de computador com duas semanas de trabalho, mobiliar um quarto completo sem muito esforço, ter um guarda-roupa sensacional, uma coleção de sapatos, acesso aos melhores cosméticos e make up do mundo, adquirir um sistema de som apenas para fazer uma festa especial... Ter qualidade de vida sem muito esforço.

E as festas?? Poxa, americanos adoram festas em casa, até porque as baladas só vão até 2 da manhã e não pode-se beber na rua. Então, sempre rola uma “after party” e quase toda semana um convite para uma festinha na casa de algum conhecido do conhecido.
Mais o impressionante é que aqui, a todo momento, pode ocorrer situações cômicas e desastres inusitados:

Segue alguns dos casos que presenciei:

Enquanto estava na fila da Imigracão em Atlanta, um grupo de franceses fizeram um protesto inconformados com a espera e ficaram nus. Ainda vi um par de peitos e um pinto balançando. Resultado: todos presos e deportados e eu perdi minha conexão.

Alguns dias de América, minha roommate me chama para dar uma voltinha de carro (ela sem carteira de motorista), batemos num ônibus, três carros de policia nos seguiram. Os policiais ficaram passados ao saberem da nossa condição de turistas- dirigindo- sem- carteira. Mas quando souberam que eramos brasileiras, deram risinhos e liberaram a gente numa boa.

Com um pouco mais de um mês, o dono da casa que eu estava morando sofreu um infarto duas horas depois do próprio casamento e eu que liguei pra policia e recebi os 12 policiais, 14 bombeiros e 9 para-médicos de roupão e completamente transtornada.

Voltando da festa de Thanks Giving, esbarrei com um homem morto no meio do metro em DC e mais uma vez fiz meu papel de cidadã e chamei o 911 e em 3 minutos chegou a ambulância, o carro do bombeiros e dois carros da polícia.

Os Estados Unidos é tudo isso e mais um pouco, não estou defendendo a bandeira americana e jamais vou trocar minha pátria, mas concordo com o que diz minha amiga Carol, "não quero perder nunca a capacidade de me impressionar com as coisas" e tenho que reconhecer o “upgrade” que sofri em um ano de América.


Segue abaixo uma foto do meu quarto quando cheguei nos Estados Unidos onde dormi no colchão Inflável no chão e um video atual com meu quarto depois de 1 ano de USA.